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Origem das Visitas

AROLDO FILHO

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sábado, 28 de setembro de 2013

Ao amor livre


Ao amor livre

São muitas as trajetórias do amor,
notórias escolhas, erradas ou certas,
o sentimento que navega em diversas veredas,
em caravelas sem rumo, nos mares inóspitos,
sob o fogo e as flechas.
Há a calmaria do coração silencioso,
inimaginável adaptação da estrada,
por onde, em sonhos, andamos felizes,
cantando e admirando a natureza.
Também há aquele amor que irrita
e fica na mira dos dedos apontados,
dos velhos julgamentos,
das incontestáveis indelicadezas
e umbigos gigantes...
A inveja que beira o pérfido,
a repugnância e a avareza.
Mas de nada adianta
pois é sobre o amor que se fala,
e em decorrência dele vivemos.
Eis a paixão palhaço,
em que coloca-se alegre o nariz vermelho,
armando o circo no leito e apertando o peito, 
de jeito - suando as mãos... 
Livres dos “nãos” e dos preconceitos.

André Anlub®

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

JURISTA AFIRMA QUE DIRCEU FOI CONDENADO SEM PROVAS


JURISTA AFIRMA QUE DIRCEU FOI CONDENADO SEM PROVAS


TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA DE IVES GANDRA AO FOLHA DE SÃO PAULO:

"Folha - O senhor já falou que o julgamento teve um lado bom e um lado ruim. Vamos começar pelo primeiro.

Ives Gandra Martins - O povo tem um desconforto enorme. Acha que todos os políticos são corruptos e que a impunidade reina em todas as esferas de governo. O mensalão como que abriu uma janela em um ambiente fechado para entrar o ar novo, em um novo país em que haveria a punição dos que praticam crimes. Esse é o lado indiscutivelmente positivo. Do ponto de vista jurídico, eu não aceito a teoria do domínio do fato.

Por quê?

Com ela, eu passo a trabalhar com indícios e presunções. Eu não busco a verdade material. Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela -e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco. É uma insegurança jurídica monumental. Como um velho advogado, com 56 anos de advocacia, isso me preocupa. A teoria que sempre prevaleceu no Supremo foi a do "in dubio pro reo" [a dúvida favorece o réu].


Houve uma mudança nesse julgamento?

O domínio do fato é novidade absoluta no Supremo. Nunca houve essa teoria. Foi inventada, tiraram de um autor alemão, mas também na Alemanha ela não é aplicada. E foi com base nela que condenaram José Dirceu como chefe de quadrilha [do mensalão]. Aliás, pela teoria do domínio do fato, o maior beneficiário era o presidente Lula, o que vale dizer que se trouxe a teoria pela metade.


O domínio do fato e o "in dubio pro reo" são excludentes?

Não há possibilidade de convivência. Se eu tiver a prova material do crime, eu não preciso da teoria do domínio do fato [para condenar].


E no caso do mensalão?

Eu li todo o processo sobre o José Dirceu, ele me mandou. Nós nos conhecemos desde os tempos em que debatíamos no programa do Ferreira Netto na TV [na década de 1980]. Eu me dou bem com o Zé, apesar de termos divergido sempre e muito. Não há provas contra ele. Nos embargos infringentes, o Dirceu dificilmente vai ser condenado pelo crime de quadrilha.


O "in dubio pro reo" não serviu historicamente para justificar a impunidade?

Facilita a impunidade se você não conseguir provar, indiscutivelmente. O Ministério Público e a polícia têm que ter solidez na acusação. É mais difícil. Mas eles têm instrumentos para isso. Agora, num regime democrático, evita muitas injustiças diante do poder. A Constituição assegura a ampla defesa -ampla é adjetivo de uma densidade impressionante. Todos pensam que o processo penal é a defesa da sociedade. Não. Ele objetiva fundamentalmente a defesa do acusado.


E a sociedade?

A sociedade já está se defendendo tendo todo o seu aparelho para condenar. O que nós temos que ter no processo democrático é o direito do acusado de se defender. Ou a sociedade faria justiça pelas próprias mãos.


Discutiu-se muito nos últimos dias sobre o clamor popular e a pressão da mídia sobre o STF. O que pensa disso?

O ministro Marco Aurélio [Mello] deu a entender, no voto dele [contra os embargos infringentes], que houve essa pressão. Mas o próprio Marco Aurélio nunca deu atenção à mídia. O [ministro] Gilmar Mendes nunca deu atenção à mídia, sempre votou como quis.

Eles estão preocupados, na verdade, com a reação da sociedade. Nesse caso se discute pela primeira vez no Brasil, em profundidade, se os políticos desonestos devem ou não ser punidos. O fato de ter juntado 40 réus e se transformado num caso político tornou o julgamento paradigmático: vamos ou não entrar em uma nova era? E o Supremo sentiu o peso da decisão. Tudo isso influenciou para a adoção da teoria do domínio do fato.

Algum ministro pode ter votado pressionado?

Normalmente, eles não deveriam. Eu não saberia dizer. Teria que perguntar a cada um. É possível. Eu diria que indiscutivelmente, graças à televisão, o Supremo foi colocado numa posição de muitas vezes representar tudo o que a sociedade quer ou o que ela não quer. Eles estão na verdade é na berlinda. A televisão põe o Supremo na berlinda. Mas eu creio que cada um deles decidiu de acordo com as suas convicções pessoais, em que pode ter entrado inclusive convicções também de natureza política.


Foi um julgamento político?

Pode ter alguma conotação política. Aliás o Marco Aurélio deu bem essa conotação. E o Gilmar também. Disse que esse é um caso que abala a estrutura da política. Os tribunais do mundo inteiro são cortes políticas também, no sentido de manter a estabilidade das instituições. A função da Suprema Corte é menos fazer justiça e mais dar essa estabilidade. Todos os ministros têm suas posições, políticas inclusive.


Isso conta na hora em que eles vão julgar?

Conta. Como nos EUA conta. Mas, na prática, os ministros estão sempre acobertados pelo direito. São todos grandes juristas.


Como o senhor vê a atuação do ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso?

Ele ficou exatamente no direito e foi sacrificado por isso na população. Mas foi mantendo a postura, com tranquilidade e integridade. Na comunidade jurídica, continua bem visto, como um homem com a coragem de ter enfrentado tudo sozinho.


E Joaquim Barbosa?

É extremamente culto. No tribunal, é duro e às vezes indelicado com os colegas. Até o governo Lula, os ministros tinham debates duros, mas extremamente respeitosos. Agora, não. Mudou um pouco o estilo. Houve uma mudança de perfil.


Em que sentido?

Sempre houve, em outros governos, um intervalo de três a quatro anos entre a nomeação dos ministros. Os novos se adaptavam à tradição do Supremo. Na era Lula, nove se aposentaram e foram substituídos. A mudança foi rápida. O Supremo tinha uma tradição que era seguida. Agora, são 11 unidades decidindo individualmente.



E que tradição foi quebrada?


A tradição, por exemplo, de nunca invadir as competências [de outro poder] não existe mais. O STF virou um legislador ativo. Pelo artigo 49, inciso 11, da Constituição, Congresso pode anular decisões do Supremo. E, se houver um conflito entre os poderes, o Congresso pode chamar as Forças Armadas. É um risco que tem que ser evitado. Pela tradição, num julgamento como o do mensalão, eles julgariam em função do "in dubio pro reo". Pode ser que reflua e que o Supremo volte a ser como era antigamente. É possível que, para outros [julgamentos], voltem a adotar a teoria do "in dubio pro reo".


Por que o senhor acha isso?

Porque a teoria do domínio do fato traz insegurança para todo mundo."


VEJA MAIS NA FOLHA DE SÃO PAULO:



sábado, 21 de setembro de 2013

ATAQUE TERRORISTA NO QUÊNIA DEIXA 20 MORTOS

 




ATAQUE TERRORISTA NO QUÊNIA DEIXA 20 MORTOS

Um ataque terrorista está acontecendo no Quênia e já deixou pelo menos 20 mortos até agora.

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR
21/09/2013

VÍDEO DO ATENTADO NO JORNAL COLUNA DIAMANTE:



terça-feira, 17 de setembro de 2013

sábado, 14 de setembro de 2013

JORNAL DELFOS IMPRESSO Nº 13 ANO 7


JORNAL DELFOS VERSÃO IMPRESSA Nº 13, ANO 7

Nesse ano não deu certo imprimir o Jornal Delfos. O Jeito é lançar o Delfos Impresso on-line mesmo.

O bom disso é que quem não tem como ter acesso a ele fora sites e blogs saberá como é na forma impressa.

Jornal Delfos: Arte, História e Jornalismo 
Ano 7, edição nº 13 

O Jornal Delfos é o 1º Jornal Universitário de Pacoti-CE, criado por Cristiano Viana Silveira e pelo Historiador Aroldo Filho (os dois presidentes iguais). 

Sempre foi distribuído gratuitamente em Pacoti e em várias outras cidades só que com tiragens bem pequenas até agora, mas o blog do Jornal Delfos já passou muito de 200 mil acessos visto em mais de 60 países. 

Obrigado a todos os leitores, contribuintes, seguidores, e parceiros do Jornal Delfos. 

Ateu Poeta, O QUESTIONADOR (Historiador Aroldo Filho) 
Presidente

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Caixa Preta (André Anlub®)



Caixa preta

Saboreio cada gesto como se fosse o último,
tento adivinhar o manifesto do seu pensamento,
como se fosse o primeiro, como se fosse justo.
Nada é em vão.

A sua corrente quente me ajuda a nadar,
fico mais confortável e feliz.
Aquela força resistente me diz:
Atravesse o oceano e me beija.

Pelejas amigas, cantigas antigas,
caem bem, são bem recebidas.
Paixões passadas, cicatrizes fechadas,
caem bem, na caixa preta trancada.

Pela manhã molho o rosto e constato minha sorte,
perdi há tempos a necessidade de encenar.
A barba branca, o cabelo ralo
e da vivência o faro aguçado
- o voo mais acertado.

Limpo a poeira da caixa,
às vezes passo um verniz,
mas não abro.

O nosso presente já é tudo que me chega,
me cega e me cerca, fazendo coerente o amor.
Já não acolho vozes externas, demagogias,
orgias de picuinhas, não mais.

Enfim você chegou,
está ardendo àquela prometida fogueira,
com panos - papéis inúteis,
quilos de baboseiras...
E a velha caixa queimou.

André Anlub®
(9/9/13)

sábado, 7 de setembro de 2013

A ESPIONAGEM ESTADUNIDENSE É TERRORISMO PARA BRICS



A ESPIONAGEM ESTADUNIDENSE É TERRORISMO PARA BRICS

Os líderes dos Brics discutiram sobre economia e a espionagem estadunidense neste 05/08/2013.

A espionagem digital dos Estados Unidos sobre as outras nações foi considerado terrorismo.


"No encontro do Brics houve a criação do Novo Banco de Desenvolvimento e do Acordo de Reserva de Contingência (NDB)  com capital inicial de 50 bilhões de dólares (cerca de R$ 116 bilhões).  

Negociaram também Acordo de Reserva de Contingência (CRA) com fundo inicial de  de 100 bilhões de dólares (R$ 232 bi) e cada país terá um valor a aportar – China, US$ 41 bi; Brasil, Índia e Rússia, US$ 18 bi cada e a África do Sul, US$ 5 bi."

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR
07/09/2013

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/25798


domingo, 1 de setembro de 2013

E divagando vai indo o domingo...


Devaneios desvalidos

Os meus sonhos são bucólicos pleonasmos,
São os estágios dos amores em nuances.
Nas andanças são os passos nas estradas,
Nas errâncias são meus corpos que levantam.

Minha quimera é mais real do que desejo,
Um realejo que impregna meus ouvidos.
O mais ácido que se finge sutileza
É a beleza camuflada de inimigo.

Quando acordo para a atroz realidade
E a saudade quer saltar forte do meu peito:
Faço um corte com a navalha da vontade...
Te procuro - me entrego - te desejo.

E, enfim, nua nos meus braços, delirante,
Dou-te o mel, e o mais belo diamante,
Dou-te a vida, dignidade, dou-te tudo...
Submerso - submisso - submundo.

André Anlub®